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Viabilidade econômica do uso de proteinados na pecuária de corte

Entenda como o uso de proteinados melhora o ganho de peso, reduz custos e aumenta a rentabilidade na pecuária de corte.

Na pecuária de corte, eficiência não é apenas uma meta: é uma necessidade econômica. Cada decisão tomada no manejo nutricional impacta diretamente o ganho de peso, o tempo de abate e, principalmente, a rentabilidade da operação.

Nesse cenário, discutir a viabilidade econômica do proteinado vai além da nutrição. É falar sobre produtividade, custo por arroba e competitividade no campo.

Pecuária a pasto: eficiência limitada e impacto econômico

A pecuária brasileira é majoritariamente baseada em sistemas a pasto. E, sem dúvida, a pastagem é o alimento mais barato disponível.

Mas também é o principal limitador de desempenho.

Os nutrientes do pasto variam ao longo do ano, devido as sazonalidades (clima, manejo, deficiência e fertilidade do solo). E, conforme o animal pasteja, essa qualidade tende a cair, se não respeitar a taxa de lotação e manejo do pasto.
O resultado é direto:
  • menor ganho de peso
  • maior tempo até o abate
  • aumento do custo por arroba
Segundo Adriano Queiroz, especialista em pecuária de corte:
“O proteinado entra justamente onde o pasto deixa de entregar.”

Ignorar esse limite é, na prática, aceitar perda de eficiência.

Proteinado: uma ferramenta econômica do sistema produtivo

O proteinado não deve ser visto apenas como suplemento nutricional. Ele é uma ferramenta de gestão econômica. Na prática, atua corrigindo falhas da pastagem e estabilizando o desempenho dos animais ao longo do tempo.

Uma analogia simples ajuda a entender:
“A pastagem é como uma estrada cheia de buracos. O proteinado é o tapa-buraco.”

Esse “ajuste” no sistema gera efeitos importantes:
  • maior previsibilidade de ganho
  • menos oscilação no desempenho
  • melhor aproveitamento da dieta
E, principalmente, mais controle sobre o resultado produtivo.

Ganho adicional e impacto no custo por arroba

Animais mantidos exclusivamente a pasto apresentam, em média, ganhos entre 300 e 550 g/dia. Considerando um cenário com oferta de pasto e uso correto de proteinados, esse ganho pode aumentar entre 150 e 300 g/dia adicionais. Esse incremento muda completamente a conta.

Na prática:
  • reduz o tempo de permanência na fazenda
  • antecipa a idade de abate
  • aumenta a produção de arrobas por ano
E o ponto mais importante: dilui custos fixos e melhora o custo por arroba.

Adriano resume bem esse impacto:
“Um boi que antes ficava quatro anos no pasto, hoje fica dois. Em quatro anos, você faz dois giros.”

Ou seja, o proteinado acelera o giro de capital, um dos principais indicadores de eficiência na pecuária de corte.

Produtividade por hectare e competitividade da terra

Hoje, a pecuária não compete apenas com ela mesma. Ela compete com soja, milho, cana e outras culturas altamente rentáveis. Nesse cenário, baixa produtividade por área significa perda de competitividade.

O uso de proteinado permite:
  • aumentar a lotação animal
  • intensificar sistemas extensivos
  • produzir mais carne por hectare
E isso tem impacto direto na viabilidade do negócio. Como reforça Adriano:
“Se a gente não buscar produtividade por hectare, a gente sai do mercado.”

Proteinado x sal mineral: a comparação correta

Um dos erros mais comuns é comparar proteinado com sal mineral apenas pelo custo por quilo. Essa comparação é tecnicamente equivocada.
Além disso, o proteinado substitui o mineral dentro do sistema.
“O mineral não te dá ganho. O proteinado substitui o mineral e ainda entrega desempenho.”

A análise correta deve considerar:
  • custo por arroba produzida
  • retorno sobre investimento (ROI)
  • ganho adicional gerado
Quando analisado dessa forma, o proteinado deixa de ser custo e passa a ser investimento produtivo.

Estratégia por estação: seca e águas

A viabilidade econômica do proteinado também depende da estratégia de uso ao longo do ano.
  • Na seca
    • maior impacto econômico
    • evita perda de peso
    • mantém o desempenho
  • Nas águas
    • incrementa o ganho sobre a pastagem
    • mantém o ritmo produtivo
    Como destaca Adriano:
    “O proteinado entrega mais resultado na seca do que nas águas, porque ele segura a onda da perda.”

    Interromper o uso entre as estações compromete o sistema e reduz o resultado acumulado.

O que define a viabilidade econômica do proteinado

O proteinado não é uma solução única para todas as situações. Sua viabilidade depende de critérios técnicos como:
  • categoria animal
  • peso vivo
  • qualidade do pasto
  • objetivo produtivo
  • cenário de mercado
Usar sem critério pode comprometer o resultado.
“Não é porque é proteinado que pode sair oferecendo. Tem que entender o que é mais econômico e racional.”

Aqui, a orientação técnica faz toda a diferença.

Mercado, custo e profissionalização da pecuária

O cenário atual exige uma pecuária mais eficiente e profissional. A relação entre preço do bezerro e preço da arroba pressiona margens e exige controle mais rigoroso.

Isso significa:
  • medir ganho de peso
  • usar balança
  • calcular custo por arroba
  • tomar decisão com base em dados
Como resume Adriano:
“A pecuária foi obrigada a ficar intensiva. Agora também precisa ficar profissional.”

Conclusão: proteinado como ferramenta de viabilidade

A intensificação da pecuária não é mais uma tendência. É uma realidade.
E dentro desse cenário, o proteinado se consolida como uma das principais ferramentas de eficiência econômica.

Quando bem utilizado, ele:
  • acelera o ganho de peso
  • reduz o tempo de produção
  • aumenta a produtividade por área
  • melhora o retorno financeiro
Mais do que um suplemento, o proteinado é uma decisão estratégica. E, no fim das contas, a lógica é simples: não usar proteinado pode custar mais caro.

A SCL Agro atua lado a lado com o produtor, conectando nutrição, desempenho e rentabilidade com orientação técnica aplicada ao campo.

Fale com o time técnico da SCL Agro e entenda qual estratégia de suplementação faz mais sentido para o seu sistema.